Havia dois e setenta e cinco em meu bolso como todas as quantias equivalentees a esta que pagam o meu almoço delicioso de cada dia. No entanto, em certo dia, paguei com meus dois e setenta e cinco algo que me intrigou profundamente; um estranho fluido verde, pastoso. Era a biliverdina que me saia e se misturava naquela massa, excrescência purulenta, cancro, chagas grossas, matéria do tártaro, do pigarro, da faringe e da laringe doente, deletéria, defunta...
A gororoba trescalava o odor dos vômitos...
Paguei e comi pela minha fome.
Comi esfomeadamente a beringela cozida do bandejão!
Oficina parida no Campus UNESP/Araraquara por alunos de Letras. Buscamos talhar os textos de variadas formas, sempre com o intuito de atingir a Arte. No fim, vale mesmo é escrever pelo que cada um sente, pensa, lê e reflete. A Oficina inspira e expira pensamentos.
Mostrando postagens com marcador perto/estranho/verde/fluido. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador perto/estranho/verde/fluido. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 21 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Perto de estranhos fluidos
Perto de estranhos fluidos
Dia. Acordei. Abri os olhos. Escorriam aqueles fluidos novamente. Não estranhei. Não me eram estranhos. Noite. Mais uma vez em que algemas me prendiam e perto, aquela longa e pérfida ameaça aproximava-se. Dia. Já não importava se atingiriam meu rosto. Não importava. Em nada. Noite. Acostumara-me com o estranho que trazia alimento. Acostumara-me com quase tudo. Dia. E de novo a porta abriu e de novo o líquido desceu e de novo fechei meus olhos. Noite. Quando acordei, do teto escorria ainda o fluido. O estranho trouxe alimento. Dia. E assim eu soube: trouxe a mim tudo que havia pedido.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Branco
(Tema: Estranho, fluido, "verde" e perto)
Casa branca, alma branca, vida puramente branca.
Diziam ser algo apagado, mas para ela não. Aquele branco simbolizava toda sua vida pacata, puritana e simplesmente branca. A cor estática da casa era pra ela a cor de vida.
Era ela a dona de uma infinidade branca estampada em três cômodos e banheiro impecavelmente brancos.
Inimiga das cores que borrassem seu sagrado branco, seja do mais esperançoso verde ou do mais iluminado amarelo.
Mas sem que percebesse um fluido brotava dos vãos dos pisos e divisas da parede. Algo sem controle, anormal.
Até a casa branca macular-se em puro vermelho sangue.
Casa branca, alma branca, vida puramente branca.
Diziam ser algo apagado, mas para ela não. Aquele branco simbolizava toda sua vida pacata, puritana e simplesmente branca. A cor estática da casa era pra ela a cor de vida.
Era ela a dona de uma infinidade branca estampada em três cômodos e banheiro impecavelmente brancos.
Inimiga das cores que borrassem seu sagrado branco, seja do mais esperançoso verde ou do mais iluminado amarelo.
Mas sem que percebesse um fluido brotava dos vãos dos pisos e divisas da parede. Algo sem controle, anormal.
Até a casa branca macular-se em puro vermelho sangue.
Marcadores:
Conto,
perto/estranho/verde/fluido
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Estranho Fluido Verde
O que seria aquele estranho fluido verde? Seria uma invasão alienígena? Seria mais uma estranha forma de vida, mais um animal que nunca ouvi falar? Seria vômito de alguém? Ou seria mais uma invenção do meu irmão Pedro? Algo repugnante, algo nojento dói só de olhar pra ele, esse fluido me traz sensações horríveis. Ouso tocar nele? Mas e se for um alienígena e ele comer meu cérebro? Improvável... O fluido não se mexe... Que consistência mais estranha! Lucas! Vê se para de brincar com a comida e coma de uma vez o mexido de repolho com baba de quiabo
Assinar:
Postagens (Atom)