Amor, ascese evolutiva
Ódio remédio simbiônico
Nódoa da explosão nodular
fornicação dos escravos do Amor
Ódio, ascensão hierárquica na
escala darwinista
Amor, escolha das espécies
no âmbito dos mais fortes
Amor, seleciona o
que do ódio faz horror
leva a espécie humana à praga
que lhe arrasta ao mundo,
e consigo abra sulcos
na epiderme planetária
Cheire, lambe e goze
a baba horrenda e preta da vida,
advinda do canal libidinoso
dos vermes humanos
Ama teu odioso
inseto, odeia teus vários amores.
Líquor meningocócico
Negro pulsar de sangue
podre.Argila morfética,
sedentária e gonorreica
Oficina parida no Campus UNESP/Araraquara por alunos de Letras. Buscamos talhar os textos de variadas formas, sempre com o intuito de atingir a Arte. No fim, vale mesmo é escrever pelo que cada um sente, pensa, lê e reflete. A Oficina inspira e expira pensamentos.
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segunda-feira, 21 de junho de 2010
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Gangrena e ódio
Gangrena e ódio
E fora uma alegria que galgara desenho tão glamoroso. Era um copo vivo de vinho, todo intumescido, parecia um balão cheio de vida. Pulsou por alguns dias, adormeceu em seguida. Murchou, retraiu-se e confirmaram: era lindo e ardiloso. Nunca se havia visto coisa tal! E um dia, o médico informou com ar natural que a perna seria amputada. A linda gangrena gasosa, sua diferença e placitude, seria levada embora, roubada! O menino gritou e chutou, cheio de ódio, queria para si seu relicário, seu ópio. Mas o médico malvado malogrou o desenho que a natureza presenteara, pois no chute, estourara.
E fora uma alegria que galgara desenho tão glamoroso. Era um copo vivo de vinho, todo intumescido, parecia um balão cheio de vida. Pulsou por alguns dias, adormeceu em seguida. Murchou, retraiu-se e confirmaram: era lindo e ardiloso. Nunca se havia visto coisa tal! E um dia, o médico informou com ar natural que a perna seria amputada. A linda gangrena gasosa, sua diferença e placitude, seria levada embora, roubada! O menino gritou e chutou, cheio de ódio, queria para si seu relicário, seu ópio. Mas o médico malvado malogrou o desenho que a natureza presenteara, pois no chute, estourara.
Da mancha à morte
Preso. Talvez quem sabe porque mereça.
Vivo. Talvez quem sabe porque padeça.
Morrendo aos poucos.
Aos poucos perdendo o controle de si.
Tudo por aquela dor que lhe doía o corpo
não só de carne, mas de espírito;
não na vida , mas no viver.
Junto. Talvez quem sabe de quem o enlouqueça.
Ódio. Talvez quem sabe dessa mesma presença.
Sendo consumido aos poucos,
seja na pele rachada ou na outra etérea,
pela gangrena mortífera dos loucos:
A carnificina das células do semimorto,
A semimorte da pobre alma infeliz.
Ele, vivo preso junto ao ódio,
Esperando minguar-se
Naquela lepra consumidora.
Vivo. Talvez quem sabe porque padeça.
Morrendo aos poucos.
Aos poucos perdendo o controle de si.
Tudo por aquela dor que lhe doía o corpo
não só de carne, mas de espírito;
não na vida , mas no viver.
Junto. Talvez quem sabe de quem o enlouqueça.
Ódio. Talvez quem sabe dessa mesma presença.
Sendo consumido aos poucos,
seja na pele rachada ou na outra etérea,
pela gangrena mortífera dos loucos:
A carnificina das células do semimorto,
A semimorte da pobre alma infeliz.
Ele, vivo preso junto ao ódio,
Esperando minguar-se
Naquela lepra consumidora.
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